Crítica: Disney aposta nos Chihuahua para conquistar toda a família

Apostando mais uma vez em comédias com animais, a Disney parece que mais uma vez acertou na formula de sucesso de público familiar. Surpreendendo a todos em sua estréia nos Estados Unidos, chega a vez de nós brasileiros conferirmos “Perdido pra Cachorro“, um filme 100% família que conta a história de uma cachorrinha Chihuahua de raça, chamada Chloe (voz de Drew Barrymore). Ela vive em Beverly Hills e é uma perfeita patricinha, que usa botinhas, roupas de marca, sempre combinadas, acessórios brilhantes e gosta demais de sua vida de luxo.

Sua dona, a milionária Vivian (Jamie Lee Curtis), acaba tendo que fazer uma rápida e importante viagem de negócios, e não pode levar seu bem mais precioso. Como não consegue achar nenhuma babá para tomar conta de Chloe em sua ausência, ela resolve deixa-lá com sua irresponsável sobrinha, Rachel (Piper Perabo), que decide viajar com as amigas para o México e levar a Chihuahua junto, sem a tia ficar sabendo.

O problema surge quando Chloe desaparece no México e acaba indo parar em uma rinhas de cães na Cidade do México. É então que entra em ação Papi (voz de George Lopez), um Chihuahua vira-lata, que trabalha com o paisagista na casa de Vivian. Ele é apaixonado por Chloe e quando descobre que sua amada está em perigo, parte com seu dono, Sam (Manolo Cardona) e Rachel em busca da cachorrinha. Presa, Chloe conhece um pastor alemão chamado Delgado (dublado por Andy Garcia), que promete ajuda-lá a voltar para casa e também a protege de bandidos querem sequestra-lá.

A nova aposta do estúdio tem como ponto forte os cenários e parte da cultura mexicana à que somos apresentados, destaque a festa do dia dos mortos, que pode ser vista em uma rápida cena, onde a protagonista descobre que no país, tal festa acontece para todo o povo celebrar a volta dos famíliares, que faleceram e de acordo com a cultura, retornam nesse dia. A festa é de origem indígena e era comemorada antes da chegada dos espanhóis, pois se tem relatos que os povos astecas, maias, purépechas, náuatles e totonacas praticavam essa comemoração.

Em determinados momentos, alguns personagens acabam fazendo o filme perder seu ritmo, existe falta de carisma e alguns até atrapalham a história em determinados momentos. Caso do rato ladrão e seu parceiro, um lagarto, que tentam ser engraçados com suas trapalhadas, mas podiam simplesmente serem retirados de várias cenas, aonde não fariam falta.

Perdido pra Cachorro” apresenta uma história razoável e está longe de ser um filme ruim. Seu grande problema é cair na mesmice, apresentando fórmulas de sucesso vista em outros filmes,
como o animado, “A Dama e o Vagabundo“, aonde vemos o amor florescer entre casais de níveis sociais diferentes e até mesmo na comédia, “As Patricinhas de Beverly Hills“, a patricinha metida, acaba com o tempo vendo o mundo com outros olhos e percebem que compras e produtos de grife não são tudo na vida. Sem grandes surpresas a nova comédia da Disney é um bom divertimento para toda a família e fãs de filmes de animais.

Crítica de Léo Francisco
Nota: 7,5

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