Tem animador brasileiro trabalhando na Pixar. Confira a entrevista.

Desde pequeno ele já demonstrava talento em desenhar e foi “Toy Story” que despertou seu interesse pela animação. Depois de se mudar para os Estados Unidos, conseguiu um estágio na Pixar e hoje, aos 23 anos, o paulista Guilherme Jacinto já é um animador reconhecido do estúdio.

O Examiner de São Francisco publicou uma entrevista com o talentoso rapaz que, mesmo com a pouca idade e pouco tempo de estúdio [desde setembro de 2007], já trabalhou em “Wall-E” e “UP – Altas Aventuras” e está agora envolvido com a animação de “Toy Stoy 3”.

Na entrevista, ele conta como se envolveu no mundo da animação, a conquista de uma vaga na Pixar e o seu envolvimento no trabalho do estúdio.


Animação foi algo em que você sempre se interessou?


Eu sempre gostei de desenhar histórias em quadrinhos e coisas do tipo. Quando assisti “Toy Story” [em 1995 quando ele tinha apenas 10 anos de idade], fiquei interessado em animação. Eu não sabia como funcionava o processo mas, um tempo depois, quis estudar o assunto e acabei vindo para São Francisco fazer isso.



Quando você era mais novo, de onde tirava inspiração para o seu trabalho? De onde você tira inspiração hoje?


Eu costumava ler um monte de quadrinhos como “Homem-Aranha” e assisti vários desenhos animados e filmes, mas nada específico. Conforme fui ficando mais velho, comecei a tirar inspiração das minhas próprias experiências. Agora, ao invés de tirar referências de filmes e outras coisas, eu sempre as tiro da vida e o que quer que seja natural. Sempre baseio minhas idéias em pessoas que conheço.



Como você se juntou à Pixar?


Durante meu terceiro ano na escola eu consegui um estágio. Mandei para eles minha reel [portifólio de animadores] e eles me chamaram. Eu tive que voltar para escola por um ano para completar os estudos. Quando me formei, eles me chamaram e ofereceram um emprego.



Você era uma animador recém saído da faculdade e conseguiu um emprego na Pixar. Deve ter sido surreal para você.


É, bastante. (risadas)



O que, exatamente, você fez em “WALL-E”?


Eu fiz em “WALL-E” exatamente a mesma coisa que fiz em “UP: Nas Alturas”, que era basicamente trabalhar um pouco em cada um dos personagens. Na Pixar não fazemos cada um um único personagem. Nós trabalhamos com diferentes personagens em diferentes sequências.



Na sua opinião, qual a razão da Pixar estar sempre no topo com suas animações, à frente de outros estúdios?


Nós trabalhamos nas histórias por tanto tempo e tentamos fazer com que sejam originais. Tentamos fazer com que sejam realmente especiais e diferentes de tudo que já tenha sido feito. É tudo muito autêntico. Não é como se estivéssemos referenciando qualquer outra coisa. Não estamos tentando copiar ninguém.



Trabalhar em “UP: Nas Alturas” foi diferente da sua experiência anterior na Pixar?


Eu senti que foi muito desafiador porque o estilo de animação era diferente de tudo que eu já havia feito. Era bem mais estilizado. Trabalhei em muitos mais personagens diferentes do que já havia trabalhado antes. Tivemos que fazer muita pesquisa para ter tudo com a aparência certa.



Eu acho que a pior coisa em animações é quando a voz não combina com o personagem. Isso é uma prioridade para você como animador?


Sim, eu acho que isso é uma das coisas mais importantes no nosso trabalho. Nós queremos que pareça que o personagem está mesmo falando o que diz. Por exemplo, nós podemos assistir vídeos de Ed Asner [ator que fez a voz de Carl Fredricksen em “UP: Nas Alturas”] fazendo a dublagem [nesse processo a voz é gravada antes de ser iniciada a animação] e estudamos tudo – sua postura, como ele fala, todos os aspectos muito sutís – apenas para entender melhor como queremos fazer o personagem. Não queremos, necessariamente, copiar o ator, mas sempre tentamos encontrar um bom equilíbrio.


*Tradução de Callebe Garcia

O site Último Segundo publicou uma entrevista com o Guilherme na época do lançamento de “WALL-E” que você pode conferir clicando aqui.

Visite também o
site e o blog do Guilherme Jacinto e confira seus trabalhos e ilustrações (que são muito bacanas!).

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Tem animador brasileiro trabalhando na Pixar. Confira a entrevista.

Desde pequeno ele já demonstrava talento em desenhar e foi “Toy Story” que despertou seu interesse pela animação. Depois de se mudar para os Estados Unidos, conseguiu um estágio na Pixar e hoje, aos 23 anos, o paulista Guilherme Jacinto já é um animador reconhecido do estúdio.

O Examiner de São Francisco publicou uma entrevista com o talentoso rapaz que, mesmo com a pouca idade e pouco tempo de estúdio [desde setembro de 2007], já trabalhou em “Wall-E” e “UP – Altas Aventuras” e está agora envolvido com a animação de “Toy Stoy 3”.

Na entrevista, ele conta como se envolveu no mundo da animação, a conquista de uma vaga na Pixar e o seu envolvimento no trabalho do estúdio.


Animação foi algo em que você sempre se interessou?


Eu sempre gostei de desenhar histórias em quadrinhos e coisas do tipo. Quando assisti “Toy Story” [em 1995 quando ele tinha apenas 10 anos de idade], fiquei interessado em animação. Eu não sabia como funcionava o processo mas, um tempo depois, quis estudar o assunto e acabei vindo para São Francisco fazer isso.



Quando você era mais novo, de onde tirava inspiração para o seu trabalho? De onde você tira inspiração hoje?


Eu costumava ler um monte de quadrinhos como “Homem-Aranha” e assisti vários desenhos animados e filmes, mas nada específico. Conforme fui ficando mais velho, comecei a tirar inspiração das minhas próprias experiências. Agora, ao invés de tirar referências de filmes e outras coisas, eu sempre as tiro da vida e o que quer que seja natural. Sempre baseio minhas idéias em pessoas que conheço.



Como você se juntou à Pixar?


Durante meu terceiro ano na escola eu consegui um estágio. Mandei para eles minha reel [portifólio de animadores] e eles me chamaram. Eu tive que voltar para escola por um ano para completar os estudos. Quando me formei, eles me chamaram e ofereceram um emprego.



Você era uma animador recém saído da faculdade e conseguiu um emprego na Pixar. Deve ter sido surreal para você.


É, bastante. (risadas)



O que, exatamente, você fez em “WALL-E”?


Eu fiz em “WALL-E” exatamente a mesma coisa que fiz em “UP: Nas Alturas”, que era basicamente trabalhar um pouco em cada um dos personagens. Na Pixar não fazemos cada um um único personagem. Nós trabalhamos com diferentes personagens em diferentes sequências.



Na sua opinião, qual a razão da Pixar estar sempre no topo com suas animações, à frente de outros estúdios?


Nós trabalhamos nas histórias por tanto tempo e tentamos fazer com que sejam originais. Tentamos fazer com que sejam realmente especiais e diferentes de tudo que já tenha sido feito. É tudo muito autêntico. Não é como se estivéssemos referenciando qualquer outra coisa. Não estamos tentando copiar ninguém.



Trabalhar em “UP: Nas Alturas” foi diferente da sua experiência anterior na Pixar?


Eu senti que foi muito desafiador porque o estilo de animação era diferente de tudo que eu já havia feito. Era bem mais estilizado. Trabalhei em muitos mais personagens diferentes do que já havia trabalhado antes. Tivemos que fazer muita pesquisa para ter tudo com a aparência certa.



Eu acho que a pior coisa em animações é quando a voz não combina com o personagem. Isso é uma prioridade para você como animador?


Sim, eu acho que isso é uma das coisas mais importantes no nosso trabalho. Nós queremos que pareça que o personagem está mesmo falando o que diz. Por exemplo, nós podemos assistir vídeos de Ed Asner [ator que fez a voz de Carl Fredricksen em “UP: Nas Alturas”] fazendo a dublagem [nesse processo a voz é gravada antes de ser iniciada a animação] e estudamos tudo – sua postura, como ele fala, todos os aspectos muito sutís – apenas para entender melhor como queremos fazer o personagem. Não queremos, necessariamente, copiar o ator, mas sempre tentamos encontrar um bom equilíbrio.


*Tradução de Callebe Garcia

O site Último Segundo publicou uma entrevista com o Guilherme na época do lançamento de “WALL-E” que você pode conferir clicando aqui.

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