[A Proposta] COMÉDIA É O PRINCIPAL

Cineastas Encontram Muitas Gargalhadas
em “A Proposta”

Texto: Walt Disney Brasil


Havia um elemento acima de todos os outros que atraiu a diretora Anne Fletcher para A Proposta. “Eu adoro tanto comédia e ela sempre esteve em mim”, diz Fletcher. “Fiz parte de grupos cômicos e de improviso. Comédia me faz muito feliz. Depois de dirigir Ela Dança, Eu Danço (Step Up), meu objetivo era fazer uma comédia. Mas não se pode simplesmente ir lá e fazer. Você tem que provar que é capaz.” Fletcher provou que era capaz com a comédia romântica de 2008 Vestida para Casar (27 Dresses). “Eu tinha que exercitar um pouco o meu lado cômico e então apareceu A Proposta (The Proposal), e tinha muita comédia”, diz a diretora. “Sandra Bullock é um gênio cômico. Não existe ninguém no nível dela. Fiquei totalmente maravilhada com o profissionalismo, o talento, a mente, a maneira de ser e o senso de humor dela. E Ryan Reynolds é único − Jack Lemmon e Chevy Chase combinaram.

O produtor Todd Lieberman ficou encantado com a premissa do filme. “O que realmente me tocou foi o conceito do relacionamento entre um jovem e uma mulher mais velha. A dinâmica entre os dois personagens é realmente engraçada”, diz Lieberman. “Lá estava um assistente que a vida inteira sonhou em ser editor. Ele se muda para Nova York e começa a trabalhar com essa chefe detestável.

Margaret Tate, também conhecida como a ‘chefe detestável’, intrigou Fletcher. “Margaret começa como uma mulher rígida e arrogante que só pensa no trabalho e quer chegar ao topo e esse é seu único objetivo na vida”, conta a diretora. “Quando você analisa mais profundamente, percebe que ela tem muitos defeitos. Margaret começa bem dura, mas no decorrer do filme ela se torna ela mesma outra vez.

O escritor Peter Chiarelli vê Margaret como uma executiva muito competente. “Mas como mulher ela teve que manter essa aparência de alguém que tem controle o tempo todo, para que nunca parecesse fraca”, diz Chiarelli. “Isso mexe com ela. Ela sacrificou muito para ter sucesso. O relacionamento mais próximo que ela tem na vida é com seu assistente.

Eu tirei a idéia da experiência de trabalho em Hollywood com esses executivos de sucesso e seus assistentes”, continua Chiarelli: “Eles têm um relacionamento íntimo − embora os chefes não saibam absolutamente nada sobre os assistentes. Minha prioridade sempre foi ir para a comédia.Então, conta Chiarelli, ele baseou a história no que aconteceria se um desses chefes tivesse que cair na real. Margaret Tate é essa chefe.

Margaret foi escrita do modo como normalmente são escritos papéis masculinos, que quase sempre são os mais saborosos”, diz Sandra Bullock, que interpreta Margaret. “Eles podem ser complexos, feios, chatos, difíceis, divertidos e engraçados, e esse não é o modo como personagens femininos são escritos.O colega de tela Ryan Reynolds concorda: “Normalmente, as comédias são guiadas por homens. Eu adoro quando é o inverso. Neste filme, o personagem da Sandra é o opressor.

Mas Reynolds, que interpreta Andrew, o assistente, afirma que ele gostou da ideia de um opressor fora de sua zona de conforto. “Esta mulher, que é tão do tipo A, é levada para o meio do Alasca com seu assistente. Ela passou três anos com ele, mas não sabe nada sobre ele, incluindo de onde ele veio. É realmente muito engraçado quando ela chega à pequena comunidade e se transforma num peixe fora d’água.

Você logo descobre que a pessoa dominante não é realmente ela − Andrew é quem tem o controle”, conta Bullock. “Isso surpreende até mesmo Margaret. Ela dependeu tanto dele nos últimos anos que, sem ele, ela não é capaz de realizar seu trabalho − é por isso que ela não quer que ele progrida em sua carreira. O homem capaz de domar uma megera não precisa ter um chicote e nem falar alto. Ele sabe exatamente porque ela é desse jeito.

Eu vejo Andrew como um cara nobre”, diz Chiarelli. “Ele poderia ter seguido o caminho mais fácil, ficado no Alasca, feito o que se esperava dele e trabalhado nos negócios da família, mas, em vez disso, ele preferiu seguir seu próprio caminho. Ele não está pedindo nenhum favor de ninguém; na verdade, ele tem um emprego difícil porque sabe que isso o proporcionará a melhor experiência.

No início do filme, Margaret não sabe nada sobre ele”, continua Chiarelli. “Então para ela, há muito a descobrir. Ela entende que ele é uma pessoa que tomou a decisão mais difícil para atingir seu objetivo no ramo da edição de livros, que é similar à forma com que Margaret começou sua carreira.

O filme me faz lembrar comédias bem construídas que, por acaso, falavam de relacionamentos que fracassavam, davam certo e fracassavam de novo − e não se escreve mais assim”, diz Bullock: “O modo como Anne Fletcher monta a cena, Oliver Stapleton a ilumina e a paisagem é usada na comédia, faz você perceber que não estamos fazendo uma comédia romântica leve e superficial. Eu acho que uma comédia maluca − e não romântica − é o modo certo de descrever o filme.

A direção de Fletcher e o roteiro de Chiarelli encontraram um equilíbrio certo entre a comédia física e sofisticada do filme. “Todos neste filme fazem comédia direta”, diz White. “Eles não dizem: ‘Ei, essa é uma frase engraçada, você viu?’ Eles apenas dizem de um modo verdadeiro e isso é que é engraçado.

É como I Love Lucy”, acrescenta Akerman. “Os atores não estão tentando ser engraçados, mas é muito engraçado, perspicaz e afiado.Os cineastas se inspiraram em algumas comédias eternas do passado. “É um filme que flui como acontecia com as grandes comédias dos anos 1940 e 1950 com Cary Grant e Jack Lemmon”, diz o produtor Hoberman. “Embora tenha muitos diálogos, eles são rápidos. Uma das coisas que queríamos era que Sandra e Ryan terminassem as frases um do outro. É um relacionamento de amor e ódio que prende você durante todo o tempo.

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