Archive for the ‘Walt Disney’ Category

Museu Walt Disney começa a funcionar em outubro nos EUA

Junho 30, 2009
Acaba de ser anunciada a data oficial da inauguração do primeiro museu dedicado a um dos maiores nomes do cinema, o animador Walt Disney. De acordo com um responsável pelo novo museu Walt Disney Family Museum, a inauguração do museu acontecerá no dia 1º de outubro de 2009.

De acordo com a Folha Online, o museu ficará em três prédios históricos do Presídio de San Francisco, que é parte da Área Recreativa Nacional Golden Gate, e contará com dez galerias, um teatro, um grande pavilhão para shows e um centro de formação.

Será mostrada uma visão completa de sua vida, seus sucessos e seus fracassos, e será feito no centro mundial da animação, em San Francisco“, explicou o fundador e diretor do museu, Richard Benefield, em entrevista coletiva em Nova York.

O investimento aproximado no projeto supera a casa dos US$ 110 milhões. Benefield disse que nos dois primeiros anos está prevista uma afluência de 450 mil pessoas ao ano, um número que depois poderia se estabilizar em torno dos 350 mil visitantes anuais.

Também pensamos nos visitantes que não falam inglês e, embora seria impossível traduzir as mais de quatro horas e meia que temos de depoimentos, previmos a elaboração de guias em espanhol, assim como em mandarim e japonês, que estarão disponíveis na internet“, explicou à agência Efe Benefield.

Segundo seus impulsores, a ideia é lançar luz sobre a vida de uma das pessoas mais conhecidas do mundo, mas não tanto devido a sua biografia, mas pela marca.

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Museu Walt Disney começa a funcionar em outubro nos EUA

Junho 30, 2009
Acaba de ser anunciada a data oficial da inauguração do primeiro museu dedicado a um dos maiores nomes do cinema, o animador Walt Disney. De acordo com um responsável pelo novo museu Walt Disney Family Museum, a inauguração do museu acontecerá no dia 1º de outubro de 2009.

De acordo com a Folha Online, o museu ficará em três prédios históricos do Presídio de San Francisco, que é parte da Área Recreativa Nacional Golden Gate, e contará com dez galerias, um teatro, um grande pavilhão para shows e um centro de formação.

Será mostrada uma visão completa de sua vida, seus sucessos e seus fracassos, e será feito no centro mundial da animação, em San Francisco“, explicou o fundador e diretor do museu, Richard Benefield, em entrevista coletiva em Nova York.

O investimento aproximado no projeto supera a casa dos US$ 110 milhões. Benefield disse que nos dois primeiros anos está prevista uma afluência de 450 mil pessoas ao ano, um número que depois poderia se estabilizar em torno dos 350 mil visitantes anuais.

Também pensamos nos visitantes que não falam inglês e, embora seria impossível traduzir as mais de quatro horas e meia que temos de depoimentos, previmos a elaboração de guias em espanhol, assim como em mandarim e japonês, que estarão disponíveis na internet“, explicou à agência Efe Benefield.

Segundo seus impulsores, a ideia é lançar luz sobre a vida de uma das pessoas mais conhecidas do mundo, mas não tanto devido a sua biografia, mas pela marca.

Museu Walt Disney começa a funcionar em outubro nos EUA

Junho 30, 2009
Acaba de ser anunciada a data oficial da inauguração do primeiro museu dedicado a um dos maiores nomes do cinema, o animador Walt Disney. De acordo com um responsável pelo novo museu Walt Disney Family Museum, a inauguração do museu acontecerá no dia 1º de outubro de 2009.

De acordo com a Folha Online, o museu ficará em três prédios históricos do Presídio de San Francisco, que é parte da Área Recreativa Nacional Golden Gate, e contará com dez galerias, um teatro, um grande pavilhão para shows e um centro de formação.

Será mostrada uma visão completa de sua vida, seus sucessos e seus fracassos, e será feito no centro mundial da animação, em San Francisco“, explicou o fundador e diretor do museu, Richard Benefield, em entrevista coletiva em Nova York.

O investimento aproximado no projeto supera a casa dos US$ 110 milhões. Benefield disse que nos dois primeiros anos está prevista uma afluência de 450 mil pessoas ao ano, um número que depois poderia se estabilizar em torno dos 350 mil visitantes anuais.

Também pensamos nos visitantes que não falam inglês e, embora seria impossível traduzir as mais de quatro horas e meia que temos de depoimentos, previmos a elaboração de guias em espanhol, assim como em mandarim e japonês, que estarão disponíveis na internet“, explicou à agência Efe Benefield.

Segundo seus impulsores, a ideia é lançar luz sobre a vida de uma das pessoas mais conhecidas do mundo, mas não tanto devido a sua biografia, mas pela marca.

Walt Disney ganha museu em San Francisco em outubro

Junho 5, 2009
Acaba de ser divulgado pela assessoria de imprensa da Disney, que o seu criador, Walt Disney, considerado por muitos o pai da animação, ganhará um museu em sua homenagem em San Francisco (Califórnia), em outubro.

Batizado de Walt Disney Family Museum, o espaço está sendo planejado por historiadores da Disney e membros familiares, liderados por Diane Disney Miller, a filha mais velha de Walt. O museu, concebido no histórico bairro de Presidio, na Bay Area, contará toda a trajetória de Walt, com mais de 8 mil artefatos e 4 horas e meia de apresentação de multimedia, sendo mais de 200 videos.

Walt Disney se tornou sinônimo da Disney Company. E o museu ajudará o público a conhecer a visão do homem por trás de tudo isso, disse John Lasseter, chefe do escritório criativo da Pixar & Walt Disney Animation Studios. O museu será um lugar de peregrinação para todos os fãs de Disney, disse o diretor do museu Richard Benefield.

Leitura Extra: "Disney era mandão", diz dublador

Maio 16, 2009

Para promover o lançamento do DVD de “Pinóquio: Edição Platinum“, a Disney preparou uma matéria especial divulgada pelo site do Estadão, onde Dickie Jones dublador original do personagem Pinóquio lembrou como foi emprestar sua voz de criança ao personagem, a quase 70 anos atrás. Confira abaixo a matéria completa:

“Disney era mandão”, diz dublador

Aos 82 anos, Dickie Jones lembra como foi emprestar sua voz de criança ao personagem Pinóquio, no filme que faz 70 anos


Texto: Luiz Carlos Merten
Quarta-Feira, 08 de Abril de 2009


Walt Disney passou à história como o artista que fez avançar a animação tecnicamente e também provou sua viabilidade como projeto comercial. Foi um visionário que construiu parques temáticos e deixou sua marca no cinema de aventuras e no musical. Se o entretenimento era familiar, interessava a Disney. Esse é um lado da moeda. O outro é que ele foi um grande reacionário, um republicano ferrenho e anticomunista de carteirinha, cuja fama é de ter colaborado com o FBI e o macarthismo. Dickie Jones sabe de tudo isso. Mas o homem que conversa pelo telefone com o repórter do Estado é um velhinho de mais de 80 anos e o Disney de que se lembra foi o que conheceu garoto, no fim dos anos 1930, quando foi escolhido para emprestar sua voz a Pinóquio. “Ele (Disney) era adorável. Autoritário, mandão, mas sabia fazer com que as pessoas se sentissem à vontade sob sua asa.”

Pinóquio, a animação, está para completar 70 anos. O livro famoso de Carlo Collodi, em que Disney e seus animadores se basearam, é muito mais velho. Data de 1883. O DVD Pinóquio chega hoje às lojas, com um monte de extras que retraçam a história da animação e mostram como o filme foi feito. Mas o mais importante é o próprio desenho. Ao longo de sua carreira, Disney produziu filmes que marcaram época – criou Mickey, Pato Donald, Branca de Neve e os Sete Anões, Vinte Mil Léguas Submarinas e Mary Poppins. Após sua morte, o estúdio continuou se modernizando e produzindo novos clássicos, dos quais o mais belo é O Rei Leão, mas o velho Walt talvez não se conformasse com o fato de um desenho produzido por uma empresa concorrente – Shrek, da DreamWorks – tenha se transformado no maior sucesso do negócio que fundou.

Isso é mera especulação, pois o importante é ressaltar a extraordinária qualidade, inclusive técnica, de Pinóquio. Críticos e historiadores como Danny Peary sustentam que é, de longe, a animação mais perfeita da Disney. Sem as ferramentas que a digitalização coloca hoje ao alcance dos animadores, os diretores creditados de Pinóquio, Ben Sharpsteen e Hamilton Luske, construíram cenas imortais – basta prestar atenção nas expressões faciais do boneco falante quando ele fuma. Dickie Jones lembra-se como foi cansativo dublar a cena. No começo, era divertido – ele, um garoto, nos puritanos e repressores EUA de 1939, simulando uma transgressão. A cena foi repetida tantas vezes que lá pelas tantas ele não sentia mais graça e se engasgava com a própria simulação.

Filho de um editor de jornal, Robert, também chamado de Dick e, depois, de Dickie Jones, nasceu no Texas, em fevereiro de 1927. Aos 4 anos, já cavalgava, sendo considerado o ginete mais jovem do mundo. Aos 6, cavalgava e laçava como astro mirim nos espetáculos do astro de rodeios Hoot Gibson, que convenceu os pais do menino de que seu lugar era em Hollywood. Ele apareceu em numerosos filmes da série Our Gang e também em Um Benemérito (A Man to Remember), a elogiada estreia do roteirista Garson Kanin na direção, em 1938. Hoje, o filme parece datado, mas fez sensação e levou o garoto Dickie Jones ao papel do encrenqueiro Killer Parkins, em Nancy Drew. Numa cena particularmente divertida para o público da época, Dickie imitava Donald Duck, o Pato Donald. Disney quis conhecer o fenômeno e terminou contratando o artista mirim para que fornecesse a voz para um novo e ambicioso desenho que pretendia realizar, e era Pinóquio.

Dickie lembra-se das intermináveis sessões em que posava para os desenhistas do estúdio e também dos testes de voz. Ele praticamente passou a morar no estúdio. Disney sumia por semanas inteiras, mas de repente aparecia de imprevisto e era o maior corre-corre para atender o grande homem, sempre querendo as coisas para ontem. Dickie faz uma análise pertinente de Pinóquio, em relação a Branca de Neve, de 1937. “Lá, a protagonista, além de ser menina, faz o rito de passagem. Pinóquio, o boneco que quer ser gente, é o traquinas que amadurece. Branca de Neve precisa fugir de casa; ele se esforça para regressar.” Marcado como Pinóquio, Dickie Jones prosseguiu na carreira e fez a série The Range Rider, com 76 episódios, em 1951, quando a TV se estabelecia e roubava o público de Hollywood. Em 1965, fez seu último filme – um pequeno papel em Réquiem for a Gunfighter, western de Spencer Gordon Bennett. Virou empresário, no Texas. Aos 82 anos, tem às vezes a impressão de que suas memórias de Hollywood pertencem a outra pessoa. Mas os filhos e, agora, os netos não lhe permitem esquecer que foi Pinóquio. Até hoje lhe pedem que faça imitações. O repórter lhe diz, e não para agradar, que Pinóquio é a maior animação da Disney. “Oh, thank you, how nice to say that.” Para ele, é agradável ouvir o cumprimento. Para o cinéfilo, o filme que sai em DVD comemorativo é um marco.

Leitura Extra: "Disney era mandão", diz dublador

Maio 16, 2009

Para promover o lançamento do DVD de “Pinóquio: Edição Platinum“, a Disney preparou uma matéria especial divulgada pelo site do Estadão, onde Dickie Jones dublador original do personagem Pinóquio lembrou como foi emprestar sua voz de criança ao personagem, a quase 70 anos atrás. Confira abaixo a matéria completa:

“Disney era mandão”, diz dublador

Aos 82 anos, Dickie Jones lembra como foi emprestar sua voz de criança ao personagem Pinóquio, no filme que faz 70 anos


Texto: Luiz Carlos Merten
Quarta-Feira, 08 de Abril de 2009


Walt Disney passou à história como o artista que fez avançar a animação tecnicamente e também provou sua viabilidade como projeto comercial. Foi um visionário que construiu parques temáticos e deixou sua marca no cinema de aventuras e no musical. Se o entretenimento era familiar, interessava a Disney. Esse é um lado da moeda. O outro é que ele foi um grande reacionário, um republicano ferrenho e anticomunista de carteirinha, cuja fama é de ter colaborado com o FBI e o macarthismo. Dickie Jones sabe de tudo isso. Mas o homem que conversa pelo telefone com o repórter do Estado é um velhinho de mais de 80 anos e o Disney de que se lembra foi o que conheceu garoto, no fim dos anos 1930, quando foi escolhido para emprestar sua voz a Pinóquio. “Ele (Disney) era adorável. Autoritário, mandão, mas sabia fazer com que as pessoas se sentissem à vontade sob sua asa.”

Pinóquio, a animação, está para completar 70 anos. O livro famoso de Carlo Collodi, em que Disney e seus animadores se basearam, é muito mais velho. Data de 1883. O DVD Pinóquio chega hoje às lojas, com um monte de extras que retraçam a história da animação e mostram como o filme foi feito. Mas o mais importante é o próprio desenho. Ao longo de sua carreira, Disney produziu filmes que marcaram época – criou Mickey, Pato Donald, Branca de Neve e os Sete Anões, Vinte Mil Léguas Submarinas e Mary Poppins. Após sua morte, o estúdio continuou se modernizando e produzindo novos clássicos, dos quais o mais belo é O Rei Leão, mas o velho Walt talvez não se conformasse com o fato de um desenho produzido por uma empresa concorrente – Shrek, da DreamWorks – tenha se transformado no maior sucesso do negócio que fundou.

Isso é mera especulação, pois o importante é ressaltar a extraordinária qualidade, inclusive técnica, de Pinóquio. Críticos e historiadores como Danny Peary sustentam que é, de longe, a animação mais perfeita da Disney. Sem as ferramentas que a digitalização coloca hoje ao alcance dos animadores, os diretores creditados de Pinóquio, Ben Sharpsteen e Hamilton Luske, construíram cenas imortais – basta prestar atenção nas expressões faciais do boneco falante quando ele fuma. Dickie Jones lembra-se como foi cansativo dublar a cena. No começo, era divertido – ele, um garoto, nos puritanos e repressores EUA de 1939, simulando uma transgressão. A cena foi repetida tantas vezes que lá pelas tantas ele não sentia mais graça e se engasgava com a própria simulação.

Filho de um editor de jornal, Robert, também chamado de Dick e, depois, de Dickie Jones, nasceu no Texas, em fevereiro de 1927. Aos 4 anos, já cavalgava, sendo considerado o ginete mais jovem do mundo. Aos 6, cavalgava e laçava como astro mirim nos espetáculos do astro de rodeios Hoot Gibson, que convenceu os pais do menino de que seu lugar era em Hollywood. Ele apareceu em numerosos filmes da série Our Gang e também em Um Benemérito (A Man to Remember), a elogiada estreia do roteirista Garson Kanin na direção, em 1938. Hoje, o filme parece datado, mas fez sensação e levou o garoto Dickie Jones ao papel do encrenqueiro Killer Parkins, em Nancy Drew. Numa cena particularmente divertida para o público da época, Dickie imitava Donald Duck, o Pato Donald. Disney quis conhecer o fenômeno e terminou contratando o artista mirim para que fornecesse a voz para um novo e ambicioso desenho que pretendia realizar, e era Pinóquio.

Dickie lembra-se das intermináveis sessões em que posava para os desenhistas do estúdio e também dos testes de voz. Ele praticamente passou a morar no estúdio. Disney sumia por semanas inteiras, mas de repente aparecia de imprevisto e era o maior corre-corre para atender o grande homem, sempre querendo as coisas para ontem. Dickie faz uma análise pertinente de Pinóquio, em relação a Branca de Neve, de 1937. “Lá, a protagonista, além de ser menina, faz o rito de passagem. Pinóquio, o boneco que quer ser gente, é o traquinas que amadurece. Branca de Neve precisa fugir de casa; ele se esforça para regressar.” Marcado como Pinóquio, Dickie Jones prosseguiu na carreira e fez a série The Range Rider, com 76 episódios, em 1951, quando a TV se estabelecia e roubava o público de Hollywood. Em 1965, fez seu último filme – um pequeno papel em Réquiem for a Gunfighter, western de Spencer Gordon Bennett. Virou empresário, no Texas. Aos 82 anos, tem às vezes a impressão de que suas memórias de Hollywood pertencem a outra pessoa. Mas os filhos e, agora, os netos não lhe permitem esquecer que foi Pinóquio. Até hoje lhe pedem que faça imitações. O repórter lhe diz, e não para agradar, que Pinóquio é a maior animação da Disney. “Oh, thank you, how nice to say that.” Para ele, é agradável ouvir o cumprimento. Para o cinéfilo, o filme que sai em DVD comemorativo é um marco.

Disney terá canais no Youtube

Maio 3, 2009
De acordo com o site nacional da revista Rolling Stone, a Google e Disney firmaram um novo acordo para que o famoso estúdio de animações venha a veicular seus vídeos das redes televisivas ABC e ESPN na internet. A nova parceria visa maior divulgação e comercialização dos produtos das redes de televisão, em um dos sites mais famosos de compartilhamento de vídeos, o YouTube.

Os novos canais das duas emissoras, ABC e ESPN vão ser iniciados esse mês de Maio, mas infelizmente os vídeos, não contarão com a programação na integra dos canais, sendo apresentados no máximo cinco minutos de exibição, além de cenas de bastidores, entrevistas com celebridades e chamadas para próximas atrações das emissoras.

A idéia do estúdio é
colocar à disposição dos usuários do YouTube canais com conteúdo da ABC Entertainment, ABC News, ABC Family, SOAPnet e ESPN. Além disso, aonda se estuda a possibilidade da criação de canais exclusivos para determinados programas, que fazem mais sucesso.

Disney terá canais no Youtube

Maio 3, 2009
De acordo com o site nacional da revista Rolling Stone, a Google e Disney firmaram um novo acordo para que o famoso estúdio de animações venha a veicular seus vídeos das redes televisivas ABC e ESPN na internet. A nova parceria visa maior divulgação e comercialização dos produtos das redes de televisão, em um dos sites mais famosos de compartilhamento de vídeos, o YouTube.

Os novos canais das duas emissoras, ABC e ESPN vão ser iniciados esse mês de Maio, mas infelizmente os vídeos, não contarão com a programação na integra dos canais, sendo apresentados no máximo cinco minutos de exibição, além de cenas de bastidores, entrevistas com celebridades e chamadas para próximas atrações das emissoras.

A idéia do estúdio é
colocar à disposição dos usuários do YouTube canais com conteúdo da ABC Entertainment, ABC News, ABC Family, SOAPnet e ESPN. Além disso, aonda se estuda a possibilidade da criação de canais exclusivos para determinados programas, que fazem mais sucesso.

Leitura Extra: Biografia desconstrói mitos sobre Walt Disney

Abril 27, 2009
Chega hoje as melhores livrarias de todo o Brasil a mais nova biografia de Walt Disney, um dos nomes mais importante do cinema. “Walt Disney: O Triunfo da Imaginação Americana” (Novo Século), do americano Neal Gabler chega as lojas pelo preço sugerido de R$ 90. Para anunciar o novo lançamento, o site da Folha de São Paulo apresentou uma matéria muito interessante que foi destaque desse domingo. Confira abaixo a matéria na integra:


Era inevitável, e Walt Disney logo percebeu. Um dia, alguém ganharia uns bons trocados às custas de sua história –que, nos anos 50, já incluía uma revolução nas animações, um gigantesco mercado de produtos associados a seu nome e a criação do parque Disneylândia.

Em 1956, então, ele aceitou dar uma série de entrevistas a um jornalista, com a condição de que sua primeira biografia autorizada, “The Story of Walt Disney”, saísse com a assinatura de Diane Disney Miller. Se era para alguém faturar em cima dele, que fosse a filha.

Depois dessa biografia, vieram outras dezenas, meticulosas, capengas, inócuas, sensacionalistas –incluindo uma sob o duvidoso título “O Príncipe Sombrio de Hollywood”.

A que chega amanhã às lojas do país, “Walt Disney: O Triunfo da Imaginação Americana” (Novo Século), do americano Neal Gabler, foi feita a partir de uma fonte, pode-se dizer, até mais confiável que as lembranças de Disney (1901-1966).

A origem de suas 944 páginas (incluindo mais de 200 só de referências) são milhares de desenhos, cartas e outros documentos reunidos ao longo da vida de Disney e que, arquivados nos estúdios em Burbank, Califórnia, até então só haviam sido parcialmente liberados.

Gabler, jornalista experiente, autor do best-seller “An Empire of Their Own: How the Jews Invented Hollywood” (um império só deles: como os judeus inventaram Hollywood; não lançado no Brasil), teve total acesso a esses registros e os pesquisou durante sete anos.

“Acontece que Walt amava fantasiar sua vida. Ele era, antes de tudo, um contador de histórias, e adorava alimentar sua própria mitologia”, diz Gabler, 59, à Folha, por telefone, de Nova York. “A um ponto em que eu não me sentia confortável em usar a versão de Walt se não pudesse checá-la.”

No livro, o autor coloca Disney, o contador de histórias, contra Disney, o jovem empreendedor que tropeça na própria ansiedade, que erra muito e que relata seus infortúnios em cartas para a mulher, o irmão (Roy, que comandou os estúdios com ele desde o começo) e mesmo desafetos.

“Em vez de apenas lembranças, tive em mãos documentos do momento, por exemplo, em que Disney, depois de concluir ‘Steamboat Willie’ [o primeiro desenho que sincronizava som e imagem], tentava vender Mickey para algum distribuidor em Nova York”, diz Gabler.

Treinador de camundongo

São com certeza versões menos românticas que aquela, do próprio Disney, segundo a qual ele criou Mickey após conseguir treinar camundongos.

“Nunca esquecerei o grito que uma garota deu quando entrou em meu escritório um dia e encontrou um rato sentado em minha mesa enquanto eu o desenhava”, ele relata, em uma entrevista citada na biografia.

Na verdade, segundo confirmou Gabler, Disney praticamente já não desenhava aos 23 anos, quando comandava seu pequeno estúdio, e quatro antes de Mickey ser criado.

Ele foi de fato um dos mentores intelectuais do personagem (e lhe deu voz até os anos 40, quando se cansou de arranhar a garganta com o falsete e passou a tarefa a um técnico de som), mas seu esboço de Mickey não ficou bom. “Era comprido e magro”, lembraria um colega.

Disney, diz Gabler, até sabia desenhar Mickey, “mas certamente não tão bem quanto Ub Iwerks”, o dono do traço de personagem nas primeiras animações. Iwerks pediu as contas menos de dois anos após a estreia do camundongo, sentindo-se lesado por Disney ficar com todos os louros. Ele acabaria voltando aos braços (ou melhor, aos estúdios) do colega anos depois, quando este já era internacionalmente famoso.

“Príncipe sombrio”

A fama de “príncipe sombrio” –que ganhou força com a questionável biografia de Marc Eliot, lançada em 1993– tem seu fundamento. “Walt Disney não era um homem fácil, e tento dar essa noção. Houve momentos, enquanto escrevia, em que me senti profundamente incomodado com suas atitudes, e um deles foi durante a greve nos estúdios”, diz Gabler.

Em princípio, Disney tentava lidar com os funcionários de igual para igual, mas os estúdios se tornaram tão grandes que, a certa altura, ele não tinha como saber o nome de todos os seus empregados. Foi então –quando havia até quem “desmaiasse de fome”, segundo o livro, sem tempo nem dinheiro para almoçar– que os funcionários decidiram paralisar.

“Walt Disney não agiu particularmente bem ali”, diz Gabler, “e uma das coisas que fez foi fugir. Ele deixou os estúdios e foi para a América Latina”.

A greve, em 1941, coincidiu com a ideia do governo de usar Walt Disney como uma espécie de embaixador dos EUA na América Latina –numa época em que os Aliados precisavam conquistar os países abaixo da linha do Equador para evitar a aproximação deles com o Eixo.

Enquanto exaltava o Brasil e seus vizinhos em “Alô, Amigos” (1943) e “Você Já Foi à Bahia?” (1944), com Zé Carioca, Walt Disney vivia também seus anos mais tristes, segundo Gabler –produzindo curtas por encomenda do governo norte-americano, como aqueles em que Pato Donald aprende a pagar seus impostos ou no qual, vestido de nazista, sofre nas mãos dos oficiais da SS.


Leitura Extra: Biografia desconstrói mitos sobre Walt Disney

Abril 27, 2009
Chega hoje as melhores livrarias de todo o Brasil a mais nova biografia de Walt Disney, um dos nomes mais importante do cinema. “Walt Disney: O Triunfo da Imaginação Americana” (Novo Século), do americano Neal Gabler chega as lojas pelo preço sugerido de R$ 90. Para anunciar o novo lançamento, o site da Folha de São Paulo apresentou uma matéria muito interessante que foi destaque desse domingo. Confira abaixo a matéria na integra:


Era inevitável, e Walt Disney logo percebeu. Um dia, alguém ganharia uns bons trocados às custas de sua história –que, nos anos 50, já incluía uma revolução nas animações, um gigantesco mercado de produtos associados a seu nome e a criação do parque Disneylândia.

Em 1956, então, ele aceitou dar uma série de entrevistas a um jornalista, com a condição de que sua primeira biografia autorizada, “The Story of Walt Disney”, saísse com a assinatura de Diane Disney Miller. Se era para alguém faturar em cima dele, que fosse a filha.

Depois dessa biografia, vieram outras dezenas, meticulosas, capengas, inócuas, sensacionalistas –incluindo uma sob o duvidoso título “O Príncipe Sombrio de Hollywood”.

A que chega amanhã às lojas do país, “Walt Disney: O Triunfo da Imaginação Americana” (Novo Século), do americano Neal Gabler, foi feita a partir de uma fonte, pode-se dizer, até mais confiável que as lembranças de Disney (1901-1966).

A origem de suas 944 páginas (incluindo mais de 200 só de referências) são milhares de desenhos, cartas e outros documentos reunidos ao longo da vida de Disney e que, arquivados nos estúdios em Burbank, Califórnia, até então só haviam sido parcialmente liberados.

Gabler, jornalista experiente, autor do best-seller “An Empire of Their Own: How the Jews Invented Hollywood” (um império só deles: como os judeus inventaram Hollywood; não lançado no Brasil), teve total acesso a esses registros e os pesquisou durante sete anos.

“Acontece que Walt amava fantasiar sua vida. Ele era, antes de tudo, um contador de histórias, e adorava alimentar sua própria mitologia”, diz Gabler, 59, à Folha, por telefone, de Nova York. “A um ponto em que eu não me sentia confortável em usar a versão de Walt se não pudesse checá-la.”

No livro, o autor coloca Disney, o contador de histórias, contra Disney, o jovem empreendedor que tropeça na própria ansiedade, que erra muito e que relata seus infortúnios em cartas para a mulher, o irmão (Roy, que comandou os estúdios com ele desde o começo) e mesmo desafetos.

“Em vez de apenas lembranças, tive em mãos documentos do momento, por exemplo, em que Disney, depois de concluir ‘Steamboat Willie’ [o primeiro desenho que sincronizava som e imagem], tentava vender Mickey para algum distribuidor em Nova York”, diz Gabler.

Treinador de camundongo

São com certeza versões menos românticas que aquela, do próprio Disney, segundo a qual ele criou Mickey após conseguir treinar camundongos.

“Nunca esquecerei o grito que uma garota deu quando entrou em meu escritório um dia e encontrou um rato sentado em minha mesa enquanto eu o desenhava”, ele relata, em uma entrevista citada na biografia.

Na verdade, segundo confirmou Gabler, Disney praticamente já não desenhava aos 23 anos, quando comandava seu pequeno estúdio, e quatro antes de Mickey ser criado.

Ele foi de fato um dos mentores intelectuais do personagem (e lhe deu voz até os anos 40, quando se cansou de arranhar a garganta com o falsete e passou a tarefa a um técnico de som), mas seu esboço de Mickey não ficou bom. “Era comprido e magro”, lembraria um colega.

Disney, diz Gabler, até sabia desenhar Mickey, “mas certamente não tão bem quanto Ub Iwerks”, o dono do traço de personagem nas primeiras animações. Iwerks pediu as contas menos de dois anos após a estreia do camundongo, sentindo-se lesado por Disney ficar com todos os louros. Ele acabaria voltando aos braços (ou melhor, aos estúdios) do colega anos depois, quando este já era internacionalmente famoso.

“Príncipe sombrio”

A fama de “príncipe sombrio” –que ganhou força com a questionável biografia de Marc Eliot, lançada em 1993– tem seu fundamento. “Walt Disney não era um homem fácil, e tento dar essa noção. Houve momentos, enquanto escrevia, em que me senti profundamente incomodado com suas atitudes, e um deles foi durante a greve nos estúdios”, diz Gabler.

Em princípio, Disney tentava lidar com os funcionários de igual para igual, mas os estúdios se tornaram tão grandes que, a certa altura, ele não tinha como saber o nome de todos os seus empregados. Foi então –quando havia até quem “desmaiasse de fome”, segundo o livro, sem tempo nem dinheiro para almoçar– que os funcionários decidiram paralisar.

“Walt Disney não agiu particularmente bem ali”, diz Gabler, “e uma das coisas que fez foi fugir. Ele deixou os estúdios e foi para a América Latina”.

A greve, em 1941, coincidiu com a ideia do governo de usar Walt Disney como uma espécie de embaixador dos EUA na América Latina –numa época em que os Aliados precisavam conquistar os países abaixo da linha do Equador para evitar a aproximação deles com o Eixo.

Enquanto exaltava o Brasil e seus vizinhos em “Alô, Amigos” (1943) e “Você Já Foi à Bahia?” (1944), com Zé Carioca, Walt Disney vivia também seus anos mais tristes, segundo Gabler –produzindo curtas por encomenda do governo norte-americano, como aqueles em que Pato Donald aprende a pagar seus impostos ou no qual, vestido de nazista, sofre nas mãos dos oficiais da SS.